Ontem estivemos visitando a casa sagrada de Mãe Almerinda.
Mãe Almerinda, uma mulher negra, independente, guerreira e de fé!
Com seus 89 anos de vida, mostra toda sua sabedoria com força, simplicidade e a humildade, sem ser submissa. Só a vivência com suas dores, alegrias e decepções, perdas e conquistas, pode dar essa condição de ser chamada de sábia!
A Casa de Pai José da Costa, dirigida sabiamente por Mãe Almerinda é seu legado de fé.
Fundada em 13 de maio de 1972, no dia da abolição da escravatura, traz todo o simbolismo que marca o período mais triste da história desse país: A escravidão.
Pai José escolhe esse dia para trazer Luz e reflexão sobre um período tão trágico para o povo negro, ao mesmo tempo, a esperança através da prática do Bem e a confiança em toda lição que a Caridade pode trazer ao coração mais embrutecido.
A Cabocla Índia Nova vem também com todo simbolismo. Se manifesta pela primeira vez em um 15 de novembro, 67 anos atrás, em 1958, no dia dedicado ao aniversário ou anunciação da Umbanda no plano material pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas em 1908.
Ontem vivenciamos a lembrança de toda essa história, viva, pulsante, presente para todos aqueles que dessa fonte ainda querem e podem beber. Sorva então, a água bendita dessa fonte, sinta como é linda nossa Umbanda e como toda luta é carregada de simbolismos.
A organização do Plano Espiritual é magnífica, mostrando que todo chão que acolhe sem distinção é Sagrado e que não há dor eterna, mas sim a estrada, o caminho que, apesar de todos os obstáculos pode ser lindo, aconchegante e acima de tudo, de Libertação da nossa alma em busca da Evolução.
Saravá Umbanda!
Saravá Cabocla Índia Nova!
Saravá Pai José da Costa!
Saravá Mãe Almerinda!
Gratidão eterna!
Mãe Zilda, Pai Evandro e filhos da Confraria dos Pretos Velhos de Umbanda


















