Raízes que Falam – Contemplando vozes negras limeirenses

No sábado, dia 21 de março de 2026, a Confraria dos Pretos Velhos de Umbanda esteve presente no evento “Raízes que Falam – Contemplando vozes negras limeirenses”, realizado na Estação Ferroviária de Limeira, pela Secretaria Municipal de Cultura de Limeira e pelo Departamento de Promoção da Igualdade Racial, em um dia dedicado à arte, identidade, memória e representatividade negra.

Nossas raízes falam, e o nosso sagrado exige respeito. O terreiro é nossa casa, nossa família e o solo onde a história do nosso povo respira contra o apagamento do racismo estrutural.
Representando a Confraria: o Morubixaba Juliano Rinck — que discursou em nome da instituição —, ao lado das médiuns Luciana Junqueira e Ellen Moura.

Em sua fala, o Morubixaba trouxe a força dos Orixás e o rigor da lei para o centro do debate, reafirmando que o racismo religioso é crime. O dia 21 de março não é apenas memória, é ação: utilizamos como base o instrumento constitucional (art. 5º, VI), a Lei Caó (Lei nº 7.716/89), a Lei Estadual Paulista nº 17.157/2019 (liberdade religiosa) e a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância (Decreto nº 10.932/22) como escudos contra o racismo religioso.

Foi ressaltada, ainda, em sua fala, a nossa ancestralidade, a força dos nossos mais velhos e das raízes que sustentam nossa caminhada.

Que o branco da nossa roupa e o toque do nosso atabaque sejam sempre símbolos de uma paz que não se cala, mas que se protege com a força da fé e da justiça.
Respeite nosso sagrado.

Respeite o nosso axé!