Oferenda não é negociação
Existe uma confusão silenciosa e muito comum na vivência espiritual de algumas pessoas:
achar que é possível “oferecer algo” a um Guia para, em troca, conseguir o que se deseja.
Essa lógica pode até parecer natural…
mas ela parte de um equívoco importante.
Guias não operam na lógica da troca Humana.
Não negociam resultado.
Não flexibilizam a Lei.
Na Umbanda, a atuação espiritual está fundamentada em princípios:
equilíbrio, responsabilidade, merecimento e direção.
O que os Guias fazem é orientar, fortalecer e ajustar.
Eles ampliam a sua consciência, não substituem as suas escolhas.
Por isso, é importante compreender:
Oferenda não é pagamento.
É posicionamento.
Quando há intenção de troca (“dou isso para receber aquilo”) o movimento não é espiritual. É tentativa de direcionar alguma coisa.
Mas quando há consciência (“faço isso para me alinhar, agradecer, sustentar minha caminhada”) o movimento ganha força real. E uma folha, uma raiz, uma fruta ganha um significado especial e diferente.
A diferença não está no gesto externo.
Está na intenção e, principalmente, na postura de vida.
Espiritualidade madura não busca atalhos.
Assume responsabilidade.
Porque, no fim, não é sobre convencer o plano espiritual a agir por você…
é sobre você se tornar alguém capaz de sustentar o que pede e ter apoio, proteção e bençãos espirituais ao longo do seu trajeto pra chegar lá, se for possível, necessário e/ou merecido.
Que Oxalá nos ajude a trocar apenas coisas ruins de dentro de nossos Espíritos por coisas boas. E que isso nos proporcione mais bem-estar na vida.
Que assim seja!
Salve!
CCD – Cantinho de Cosme e Damião (ccdumbanda)
Gazeta de Limeira, Ano 96, nº 21.456, 22/05/2026, pág. 04
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