Apometria: conceito, propósito e atuação espiritual
O termo Apometria tem origem no grego:
Apó = além de, fora de
Metron = medida
Assim, Apometria pode ser compreendida como “Além da Medida”.
Dentro de sua concepção espiritual, a Apometria está relacionada ao desdobramento entre o corpo físico e os corpos sutis ou espirituais do ser humano.
É apresentada como uma técnica de auxílio espiritual que, por meio de comandos mentais direcionados, busca promover temporariamente esse desdobramento, possibilitando trabalhos de assistência em diferentes dimensões espirituais.
Seu propósito é atuar na identificação e harmonização de desequilíbrios energéticos, emocionais, mentais e espirituais. Dentro dessa perspectiva, busca-se também afastar influências espirituais externas, trabalhar processos de obsessão ou auto obsessão, traumas, sentimento de culpa e padrões de comportamento recorrentes, além de favorecer a reorganização de aspectos da consciência afetados por experiências de sofrimento ou choques emocionais.
O trabalho apométrico é fundamentado na cooperação entre diferentes forças e trabalhadores espirituais.
Pode envolver a atuação conjunta de homens e mulheres encarnados, espíritos desencarnados, seres da natureza (elementais), trabalhadores das Sete Linhas da Umbanda, equipes médicas espirituais, linhas orientais e hindus, cavaleiros e irmãos de outras orbes.
Forma-se, assim, uma egrégora ampla, diversa e complementar, na qual diferentes linhas trabalham de maneira coordenada e ordenada, de acordo com as necessidades daqueles que serão assistidos.
O atendimento pode ocorrer em uma casa espírita ou de Umbanda. Mais importante do que sua denominação é que o local esteja comprometido com o espírito Crístico, com os ensinamentos de Jesus e com o propósito genuíno de auxílio ao próximo.
Dentro dessa egrégora, são realizados trabalhos de ajuda e socorro espiritual direcionados tanto aos encarnados quanto aos desencarnados que, segundo essa compreensão, podem permanecer ligados a determinados sítios vibratórios em decorrência de suas escolhas, experiências e do exercício do livre-arbítrio.
Como nos ensina a conhecida máxima: “A plantação é livre, mas a colheita é obrigatória.”
Por sua natureza, esses trabalhos devem ser realizados em ambiente adequado e preparado, com responsabilidade, disciplina e organização, em local, data e horário previamente determinados.
Alexandre Farah
Gazeta de Limeira, Ano 96, nº 21.532, 21/08/2026, pág. 06
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